Banco Central passará a exigir que bancos monitorem riscos climáticos

Banco regulador pretende incumbir a compreensão de que a questão impacta a estabilidade financeira

A preocupação do Banco Central (BC) nas responsabilidades ambientais e climáticas dos órgãos que regulamentam não é inteiramente novidade. Desde a resolução 4.312 aprovada no ano de 2014, a pauta conta com regras de responsabilidades socioambientais de bancos.

À época vista como uma ação pioneira, com o passar dos anos e observação dos impactos financeiros relacionados ao tema, os acordos na resolução hoje são considerados obsoletos.

A nova proposta inclui analisar riscos de critério, mercado e liquidez sobre ações de exposição que as instituições financeiras concordam realizar para ativar suas operações.

Os dados passarão a ser discriminados nas declarações de apetite a risco e testes de estresse apresentados ao regulador. A crescente na preocupação sobre o tema advém da elevada pressão da sociedade e investidores em relação ao desgaste humano causado ao planeta.

Para assumir papel na causa, o Banco Central pretende incluir as avaliações de risco de forma integrada aos demais pontos, uma minuta de adendo à resolução anteriormente estabelecida.

A incorporação de fatores climáticos e ambientais pretende agrupar os esquemas de gerenciamento de risco dos bancos com o mesmo peso administrativo de outros pontos de decisão, alterando de modo inédito a percepção de instituições financeiras sobre a relevância de medidas voltadas ao bom convívio humanitário.

Tags: finanças risco climático

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