As dificuldades mais comuns no relacionamento com o dinheiro

Compreender as falhas comuns na gestão de recursos financeiros é essencial para melhorar a nossa relação com o dinheiro

Hoje em dia, existem muito mais complexidades ao lidar com o dinheiro em comparação com aquilo que as gerações anteriores enfrentaram. Apesar disso, o nível de educação financeira das pessoas não acompanhou essa evolução. O resultado disso, associado à grande elevação custo de vida que houve em todos o mundo nas últimas décadas, trouxe muitas dificuldades financeiras para os indivíduos e famílias. 

Segundo informações do Banco Central, três em cada quatro famílias não fazem sua renda chegar até o fim do mês. Para evitar que isso aconteça com você ou sua família, é importante conhecer as principais dificuldades que as pessoas têm ao lidar com dinheiro.

Obter crédito sem consciência ou organização financeira

Dados do Banco Central mostram que, neste ano, a concessão de crédito subiu 40,5% em relação ao ano passado. Mas, enquanto isso, a taxa média geral de juros ficou em 39% para famílias e 18,7% para as empresas.

Ou seja, se, por um lado, é bom que as pessoas e empresas estejam conseguindo crédito para lidar com suas dificuldades financeiras, por outro lado, se, nessas transações, não houver uma boa gestão do dinheiro, o tomador de crédito pode acabar em uma situação pior do que quando pediu dinheiro emprestado.

Ausência de uma cultura coletiva

Apesar de lidar constantemente com dinheiro, não somos acostumados a procurar informações ou discutir questões relacionadas a gestão financeira entre amigos, familiares ou colegas de trabalho.

Por isso, procure informações e acostume-se a tratar desses temas como seus amigos, filhos, pais e colegas.

Educação financeira nas escolas

Um relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) mostrou que, entre 20 países avaliados, o Brasil ocupou a 4ª pior posição em um ranking que avaliou o nível de alfabetização financeira entre estudantes de 15 anos.

Cerca de 117 mil adolescentes brasileiros foram avaliados em temas como cartões de débitos e contas bancárias, taxa de juros, empréstimos, escolha entre uma variedade de planos de celular. Apesar da nota média dos países ser de 505 pontos, o Brasil conseguiu apenas 420 pontos. 

Isso mostra o baixo nível de investimento em educação financeira nas escolas brasileiras. Se os estudantes recebessem uma melhor orientação financeira durante seus estudos básicos, as próximas gerações lidariam melhor com seu dinheiro, o que não somente traria bem-estar de forma individual, mas geraria um grande impacto em toda a economia brasileira.