Contribuir com o plano de previdência pode te ajudar a pagar menos impostos

Entenda as vantagens tributárias dos planos de previdência complementar

Além de possibilitar uma importante forma de renda complementar à previdência pública, um dos grandes atrativos dos planos de previdência privada é a possibilidade de pagar menos impostos e acumular um valor maior para o momento da aposentadoria.

Para entender melhor os benefícios na hora do Imposto de Renda, é importante entender que existem duas modalidades que podem ser escolhidas quando o contribuinte adota a previdência privada: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) x Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). E as cobranças de imposto incidem de forma diferente em cada uma delas.

Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL)

Quem opta pelo PGBL pode abater até 12% no IR em renda bruta, desde que a também seja contribuinte da Previdência Social. Com isso, o declarante reduz a quantidade de imposto a pagar e aumenta a sua restituição.

Mas isso vale apenas para quem opta por realizar a declaração completa ao invés da versão simplificada e, nesse caso, o imposto é cobrado sobre o valor investido e os rendimentos.

Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)

No Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), os pagamentos não são dedutíveis anualmente. Mas, por outro lado, a cobrança de imposto se dá apenas no momento do resgate e incide apenas sobre os rendimentos da aplicação e não sobre o valor total.

Para quem pensa em deixar um recurso como herança para a família, o VGBL pode ser a melhor opção. Com ele, ao receber, apenas a rentabilidade será tributada, mas, no PGBL, o IR será cobrado sobre todo o valor do plano.

Tabela regressiva x progressiva

Nas duas modalidades, podem ser aplicadas as tabelas progressivas ou regressivas.

No regime regressivo, a ideia é que quanto maior o período de investimento, menores serão as taxas: as alíquotas começam em 35% e vão diminuindo com o tempo. Caem 5% a cada dois anos, podendo chegar a 10% nos casos de investimentos de mais de dez anos.

A tabela progressiva é a mesma que incide sobre salários e aluguéis. Quanto maior é o valor resgatado, maior é alíquota, que pode ir de 0 a 27,5% — valor máximo para quantias acima de R$ 4.664,68.

Sem “come-cotas”

Outro privilégio para quem investe em previdência privada é ausência das chamadas “come-cotas”. Em fundos de renda fixa e multimercados, são cobrados impostos nos meses de maio e novembro. Mas, no caso da previdência privada, tanto no VGBL quanto no PGBL, não ocorrem cobranças semestrais de IR.