O que causou o aumento do preço da carne?

Entenda o contexto que levou ao disparo do preço do produto

Você já deve ter percebido em uma ida ao mercado, ao açougue ou até navegando nas redes sociais que o preço da carne disparou nesse final de ano. O fenômeno foi causado por uma série de fatores internos e externos. As notícias não são boas: Não há expectativa que o preço diminua até o fim de 2019.

Um dos fatores que levou ao aumento foi o número maior de exportação para a China. No final de 2018 a peste africana, doença contagiosa provocada por um vírus que atinge os porcos assustou os chineses que passaram a importar menos carne suína e mais carne bovina. Só em 2019 a China importou cerca de 318 mil toneladas de carne bovina, 184 mil de suína e 448 mil de frango. De acordo com Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (Agrostat), isso resultou em mais de R$ 3 bilhões.

Outro fator aumentou a demanda dos chineses: o trabalhador, por meio de políticas públicas do governo, tem aumentado sua renda, e, consequentemente, começa a consumir cada vez mais a proteína animal. 

Enquanto isso, a famosa oferta e demanda entra em ação, se o número de exportação aumentou, significa que tem mais gente procurando lá fora, então, mais demanda. Enquanto isso, internamente, o preço aumentou 40% nos últimos dois meses, de acordo com dados da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Estado do Rio (BGA). No estado, por exemplo, o quilo de alcatra e do contra-filé, que custava em média R$ 16, subiu para R$ 27.

Substituições

As substituições são uma maneira de abaixar o preço da carne vermelha, afinal, quando a demanda é menor, o preço também cai. Contudo, vale lembrar que o alto preço da carne bovina influencia diretamente na carne de frango, isso porque as pessoas também passam a comer mais. O diferencial é que o frango tem um crescimento muito mais rápido, em 45 dias está pronto para o abate, sendo assim, quanto menos consumidores comprarem carne de boi, maiores as chances do produto diminuir o custo.

Além do frango, o brasileiro tem aumentado o consumo de ovo, a expectativa é que até o fim do ano, o Brasil alcance a média mundial de consumo, 230 ovos por pessoa ao ano. 

No ponto de vista nutricional, existem também alguns alimentos que ajudam na diminuição do consumo, e, em troca, oferecem benefícios como os da carne. A leguminosas, por exemplo são boas fontes de proteína vegetal, além de serem ricas em ferro, vitaminas e minerais. Podemos citar grão-de-bico, todos os tipos de feijões, ervilha, lentilha, soja e favas.

O tofu, ingrediente bastante utilizado na culinária asiática, também é rico em proteínas e minerais. O alimento é feito a partir da soja fermentada. Não se pode esquecer também das oleaginosas, que são castanhas, amêndoas, nozes, avelãs e macadâmias, fazem bem ao corpo e tem tantas vantagens quanto a carne vermelha.

Enquanto o preço da carne não diminui, o churrasco ou o hambúrguer podem ser adiados, dando lugar à opções mais saudáveis e em conta.

Tags: finanças planejamentofinanceiro

Veja mais